Lançado no Brasil no primeiro trimestre de 2009, o Renault Symbol chegou importado da Argentina com a missão de ocupar a faixa de sedãs compactos de perfil mais sofisticado. Ao longo de cinco anos, emplacou cerca de 30 mil unidades e teve sua importação encerrada em 2013.
Posicionamento entre Logan e Mégane
A estratégia da montadora era oferecer um produto intermediário entre o Logan, mais acessível e espaçoso, e o Mégane, de porte maior e preço superior. Na prática, o Symbol dividia plataforma, motores e diversos componentes com o Clio Sedan, porém custava mais que o Logan e oferecia menor espaço interno.
Versões de lançamento
Na estreia, o sedã foi vendido em duas configurações:
- Expression – motor 1.6 16V flex;
- Privilège – topo de linha, também com o 1.6 16V.
Mecânica e desempenho
O modelo utilizava o motor 1.6 litro em duas variações:
- 1.6 8V, de até 95 cv;
- 1.6 16V, de até 115 cv.
Graças ao baixo peso, o desempenho figurava entre os pontos elogiados pelos proprietários. Outro destaque era o porta-malas de 506 litros, superior ao de vários concorrentes diretos.
Acabamento e equipamentos
Apesar da proposta de refinamento, o interior mantinha materiais simples, herdados do Clio. A versão Privilège oferecia itens considerados avançados para a categoria na época, como ar-condicionado digital, computador de bordo, bancos aveludados, rodas de liga leve aro 15 e comandos de som no volante. Entretanto, equipamentos de segurança, como freios ABS, não eram de série em todas as configurações.

Imagem: Internet
Série especial Connection
Em 2010, a Renault lançou a série limitada Connection, restrita a duas mil unidades, focada em conectividade e sistema de áudio aprimorado. A iniciativa não alterou o ritmo de vendas do sedã.
Desempenho comercial e retirada do mercado
Mesmo com expectativas otimistas, o Symbol não deslanchou. Em 2012 foram licenciadas menos de sete mil unidades. Entre 2009 e 2013, as vendas somaram aproximadamente 30 mil carros. A crescente oferta de sedãs compactos mais espaçosos, além da sobreposição com o Logan, levou a Renault a suspender a importação do modelo em 2013, sem substituto direto.
O Renault Symbol terminou sua trajetória no Brasil como um sedã tecnicamente competente e econômico, mas impactado por posicionamento de mercado considerado confuso, que dificultou a conquista de público fiel.
Com informações de Portal iG Carros