Ondas de calor recordes estão transformando o interior dos veículos em verdadeiras estufas, especialmente no Brasil, onde o verão de 2024/2025 foi um dos mais quentes desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Em locais como Rio de Janeiro e Cuiabá, as temperaturas ultrapassam 38 °C, com sensação térmica superior a 40 °C. A previsão para 2026 indica cenário semelhante, reforçando a necessidade de métodos eficazes para baixar rapidamente a temperatura dentro do carro.
Por que o carro esquenta tão rápido?
Estudos da Universidade de Stanford mostram que, sob sol forte, a cabine pode superar 60 °C em apenas 20 minutos, mesmo quando o ambiente externo marca entre 30 °C e 35 °C. Painel, volante e bancos acumulam grande parte desse calor, dificultando a climatização inicial.
Expulsar o ar quente é o primeiro passo
Antes de ligar o veículo, abrir todas as portas por alguns segundos reduz consideravelmente a temperatura interna. Abanar uma porta enquanto as demais permanecem abertas intensifica o fluxo de ar, técnica comprovada por testes de engenharia automotiva.
Ligar o ar-condicionado com vidros abertos – mas por pouco tempo
Depois de retirar o ar quente, acionar o ar-condicionado com as janelas ainda abertas permite que o calor residual escape. Esse procedimento deve durar apenas instantes; manter os vidros abertos em movimento faz o efeito contrário, forçando o sistema a trabalhar mais.
Modo recirculação acelera o resfriamento
Quando a cabine começa a esfriar, ativar a recirculação diminui o tempo até atingir conforto térmico, conforme estudo do Departamento de Energia dos Estados Unidos (2020). O ar-condicionado passa a operar com ar já resfriado, consumindo menos energia.
Direcionamento e ajustes de temperatura
Orientar as saídas de ar para cima favorece a distribuição do ar frio. Regulagens de temperatura intermediárias evitam picos de consumo, segundo análise da Society of Automotive Engineers publicada em 2019.
Impacto no consumo de combustível
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos estima que o uso do ar-condicionado eleve o consumo entre 5% e 10%. Em rodovias, desligar o sistema e abrir as janelas pode gerar ainda mais gasto devido ao aumento da resistência aerodinâmica.
Imagem: estes e pelo universo automotivo
Medidas preventivas
Estacionar à sombra, instalar protetores refletivos no para-brisa e, quando seguro, deixar os vidros ligeiramente abertos reduzem o acúmulo de calor. Pesquisa do Lawrence Berkeley National Laboratory (2021) aponta que barreiras com alta refletância podem baixar a temperatura interna em até 15 °C.
Veículos sem ar-condicionado
Nos modelos mais antigos, expulsar o ar quente antes de entrar é essencial. Durante a condução, manter as janelas parcialmente abertas cria corrente de ar, principalmente em baixa velocidade. Defletores ajudam a direcionar o fluxo sem comprometer tanto o conforto.
Além do desconforto, ambientes muito quentes aumentam a fadiga e reduzem o tempo de reação do motorista, conforme estudo da Universidade de Munique divulgado em 2020. Por isso, adotar práticas simples de resfriamento é também medida de segurança.
Com informações de iG Carros