Itens de série que pouco ajudam: lista aponta dez recursos considerados dispensáveis nos carros atuais

Carros modernos reúnem cada vez mais tecnologia, mas nem todos os equipamentos entregam a utilidade que prometem. Levantamento publicado em 1.º de janeiro de 2026 pelo portal iG Carros relaciona dez recursos que, segundo a reportagem, costumam ocupar espaço na ficha técnica sem trazer ganho real ao motorista.

Principais itens questionados

Rack de teto meramente decorativo – Presente sobretudo em SUVs compactos, o acessório muitas vezes não suporta carga relevante ou exige adaptadores caros, servindo mais para efeito visual.

Pneus urbanos em modelos 4×4 – Veículos com tração integral e modos off-road deixam a fábrica equipados com pneus de uso urbano, o que limita o desempenho fora do asfalto.

Sensores de estacionamento em carros com câmeras – Em veículos dotados de câmera de ré ou visão 360°, os alertas sonoros tornam-se redundantes e podem até confundir durante manobras.

Controles por gestos – Vendidos como inovação, exigem aprendizado, falham no reconhecimento e acabam substituídos por botões físicos ou toques diretos na tela.

Comandos de voz pouco precisos – Apesar dos avanços, erros de entendimento e respostas imprecisas fazem muitos usuários abandonar a função.

Aviso de distração em sistemas que concentram tudo na tela – Carros que eliminaram botões físicos alertam o motorista por desatenção enquanto a própria interface exige olhar constante para o display.

Botão para desligar controle de tração em modelos urbanos – Útil em esportivos ou veículos off-road, praticamente não é acionado por quem dirige carros de uso cotidiano.

Chaves pouco práticas – Cartões que precisam ser posicionados em um ponto específico ou sistemas presenciais que exigem tocar a maçaneta não necessariamente tornam o acesso mais simples.

Serviços por assinatura – Funções já instaladas no veículo passam a depender de mensalidade, gerando rejeição por parte dos consumidores.

Botões sensíveis ao toque no volante – Toques acidentais e falta de feedback tátil comprometem a ergonomia, tornando a operação menos eficiente que com comandos físicos convencionais.

Insatisfação é global

A reportagem lembra que o desconforto com tecnologias de baixa utilidade é verificado em vários mercados. O estudo J.D. Power Tech Experience Index Study 2024, que ouviu mais de 80 mil proprietários de carros novos ao redor do mundo, apontou queda na satisfação quando o veículo traz recursos complexos, de pouco uso ou com curva de aprendizado elevada. Entre os itens mais criticados aparecem justamente interfaces sem botões, controles por gestos, serviços por assinatura e funções redundantes.

Segundo o levantamento, a percepção de excesso de tecnologia sem benefício prático afeta diretamente a avaliação geral do veículo.

Com informações de iG Carros

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